Política, Economia, Sociedade, Internacional e Direito
| Novos modelos de negócio e competitividade das empresas |
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| Economia | |||
| Escrito por Edimir Kuazaqui | |||
| Sáb, 01 de Maio de 2010 00:00 | |||
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Novos modelos de negócios nacionais e globais, competitividade, inovação e economia de escala são termos muito importantes para as empresas e, por vezes, se originam da própria vocação da empresa privada na busca de um crescimento sustentado. Entretanto, parte dos resultados de uma empresa depende de outros fatores, como a política industrial bem com a de comércio exterior e internacional. Desta forma, analisando o Brasil, podemos citar a afirmação do ex-ministro colombiano Maurício Cárdenas ao Brookings Institution, indicando um processo de desindustrialização e comoditização da nossa economia.
À bem verdade, vários fatores confirmam tal afirmação:
Os dados da Balança Comercial Brasileira de 2009, recentemente publicada, confirmam a tese do ex-ministro. A corrente de comércio exterior registrou o valor de US$. 281 bilhões, 24,3% menor que o ano anterior, apresentando um superávit de US$.25,3 bilhões, resultado de exportações na ordem de US$.153,0 bilhões e US$.127,6 bilhões em importações. Houve uma redução no número de empresas exportadoras e um aumento de empresas importadoras, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Percebe-se uma evolução no crescimento e, em contrapartida, a indústria brasileira apresenta uma diminuição da capacidade produtiva, conforme dados recentes da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Evidenciando novamente os dados da Balança Comercial, a participação de commodities na pauta de exportação brasileira foi na ordem de 40,50%, principalmente no aumento gradual de negócios com a China e uma desaceleração com os Estados Unidos, que geralmente contribuem na pauta de exportações com produtos manufaturados e semi-manufaturados.
A atual política de valorização do setor agrícola deve ser repensada no sentido de tentar trazer uma maior contribuição no desenvolvimento intersetorial da indústria brasileira. E é neste contexto que analisaremos brevemente os novos modelos de empresas e a competitividade nas empresas brasileiras. Uma política tributária mais justa poderia proporcionar às empresas uma oportunidade no desenvolvimento de novas tecnologias, inovações e incrementos necessários para novas práticas mais construtivistas e competitivas das empresas. Como historicamente as empresas brasileiras sempre sofreram com uma carga tributária injusta, parte do sucesso de algumas delas reside num bom nível de criatividade e num repensar de processos. Recortando uma frase da revista Administrador Profissional, publicado pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo, de fevereiro deste ano, “é importante a criação de uma identidade entre a empresa e os profissionais”. Esta identidade pode ser, entre outros aspectos, como um fator cultural que embora criticado, contribui pelo menos para que empresas brasileiras possam obter certo crescimento nos negócios. O que muitos denominam como “jeitinho brasileiro”, talvez possa ser melhor definido como uma forma de sobreviver à um ambiente tão desafiador ou caótico. Recortando uma frase de Adriano Schincariol sobre a reorganização do negócio na área de cervejas: “Modernizamos a gestão de governança corporativa, alinhado com as melhores práticas de mercado. Com isso, promovemos relevantes mudanças organizacionais e ampliamos a interlocução com nossos diferentes públicos”. Desta forma, diferentes práticas e conseqüente evolução de negócios surgem a partir de um ambiente, onde a empresa pode tentar novas práticas. Uma delas, o Green Builiding, vai de carona na tendência da sustentabilidade ambiental e necessidade de diferenciação competitiva. Curiosamente, ao desenvolver atividades no Brasil, o banco Santander mudou o formato de suas agências, determinando um número máximo de funcionários e processos diferenciados na oferta de serviços, similarmente à alguns modelos organizacionais presentes do país. O atual governo federal, bem como os anteriores, perde a oportunidade de alavancar os negócios nacionais e internacionais, numa melhor aplicação de recursos, que poderia, em conjunto com a iniciativa privada, estabelecer uma parceria e gerar um conjunto padronizado de ações sustentáveis e que reposicionariam o país dentro da realidade dos emergentes, à exemplo da China, em sólida marcha de crescimento para uma economia altamente industrializada. E à exemplo também dos Estados Unidos da América, onde é visível perceber dentro de sua história, a contribuição advinda da parceria entre instituições do governo e iniciativa privada. www.academiadetalentos.com.br
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